IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ARACAJÚ, MIN.YHAVÉH SHAMÁH.
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domingo, 20 de julho de 2008

ENTREVISTA “O muro da vergonha caiu”

Ariel Nobre
Um dos líderes evangélicos de maior expressão na nação brasileira, Jabes Alencar, Pastor da Igreja Assembléia de Deus do Bom Retiro-SP, esteve pregando pela primeira vez no Ministério Internacional da Restauração (MIR), em Manaus, durante o 11º Congresso da Visão Celular no Modelo dos 12. Segundo ele, isso foi um sonho antigo realizado, pois há muito tempo desejava ministrar no MIR, que, segundo ele, é uma Igreja dos sonhos. Numa entrevista exclusiva, o pastor Jabes Alencar abre o coração e fala sobre a Visão Celular que completa 10 anos no Brasil; faz comparação da Igreja com um tipo de corrida olímpica e faz um alerta para a Igreja despertar para uma colheita sem limites. O Pastor Jabes tem como tema favorito de seu ministério a unidade, e sonha em poder ver os pastores e ministérios unidos num só propósito: pregar o Evangelho. Além disso, o Pastor assembleiano destaca a vida do Apóstolo Renê Terra Nova como pérola que Deus deu à Igreja brasileira. Defende a restauração do ministério apostólico, mas avisa do perigo de querer ser Apóstolo a qualquer custo, e deixa seu recado aos cristãos de toda a nação, dizendo que é hora de vencer as dificuldades do Evangelho e assumir o papel de ceifeiros da última horaRedação
MIR - Durante o 11º Congresso da Visão Celular no Modelo dos 12, em Manaus, líderes da nação comemoraram os 10 anos de Visão Celular no Brasil. Como o senhor analisa a primeira década dessa estratégia no país?Pastor Jabes Alencar
- A minha análise é dentro da visão do crescimento da Igreja nessa reta final. Sabemos que Deus tem as Suas estratégias, e Ele as revela através de uma visão. E eu vejo esses 10 anos de Visão Celular como uma resposta de Deus para as nações, pois vivemos num tempo totalmente diferente, de cidades grandes, e uma série de dificuldades de deslocamento, e coisas desse tipo. Deus, através de Sua sabedoria, tem revelado estratégias para que a Sua Igreja continue crescendo. A prova está aí, no resultado de milhões de pessoas sendo alcançadas nas células. Eu vejo com muita admiração e com muito carinho a comemoração desses 10 anos da Visão, vendo o cumprimento do Ide de Jesus.
MIR - Na sua mensagem aos congressistas, o senhor compara os dias de hoje da Igreja com uma corrida de revezamento 4 x 100, uma prova olímpica de velocidade. Explique-nos mais a respeito deste momento da Igreja. Pastor Jabes
– Nós, muitas vezes, ficamos querendo lembrar que se Paulo estivesse aqui, se Daniel estivesse aqui, e os grandes profetas do passado, certamente o mundo já teria sido alcançado. Mas tenho entendido que Deus levanta a pessoa certa, no tempo certo. Nós somos o Paulo e o Daniel de hoje. Precisamos ter essa consciência de que Deus não comete erros. Quando comparei com a corrida do revezamento de 4 x 100, é que devemos entender que nessa corrida, sempre o último grupo de corredor é o melhor. Porque se o país – que está competindo esse tipo de prova – estiver na frente, não corre o risco de cair para o segundo lugar, e se está em segundo, há a possibilidade de ficar em primeiro, porque o último corredor é o melhor. Isso é muito forte, porque paralelamente em nossas vidas espirituais devemos entender que Deus investiu em nós, e nesta última geração fazemos parte desse último grupo de corredores. O bastão foi passado para nós, e precisamos assumir nossa responsabilidade, porque os anjos desejaram pregar o Evangelho – a Bíblia relata isso – mas Deus deu a nós esse privilégio de alcançar os perdidos. Na realidade, é um privilégio duplo para nós: o primeiro privilégio foi o de termos recebido a missão de ganhar almas, e o segundo privilégio de sermos a última geração. Tudo mostra nos dias de hoje, pelas estruturas do mundo, que Jesus está voltando. Então, Deus tem pressa e nós precisamos ter pressa, e saber que Deus não comete erros. Eu sou a pessoa, você é a pessoa que Deus escolheu para essa reta final, para darmos a arrancada da vitória. Na arquibancada, estão os anjos e a Trindade Santa, esperando para bater palmas. Logicamente, há a torcida do contra, mas sabemos que maior é Aquele que está em nós.
MIR - Então, dentro dessa realidade de urgência, quais os passos que a Igreja do Brasil deve tomar nestes dias para cumprir o seu chamado?Pastor Jabes
- Eu tenho me preocupado muito ultimamente com a Igreja brasileira, e Deus tem colocado uma palavra no meu coração, dizendo que as paredes estão cansadas de ouvir o Evangelho. A Igreja precisa sair das quatro paredes, no sentido de alcançar vidas. Sabemos que o Brasil e o mundo inteiro vivem numa crise muito forte na moral e no espiritual. E quando a pessoa não encontra a comida certa, vai atrás da comida errada. E a Igreja tem a comida certa, porque Jesus é o Pão da vida. Então, a Igreja, em primeiro lugar, deve se esforçar ao máximo em tudo o que puder fazer para alcançar vidas, e em segundo, entender que para ganhar almas, isso custa esforço físico, tempo e dinheiro. A Igreja tem que arregimentar tudo que puder, em todo o seu esforço, para conseguir o objetivo de ganhar almas numa abundante colheita.
MIR - E o que o senhor pode falar sobre a unidade da Igreja? Pastor Jabes
– Para mim, esse é o tema mais importante que mantém hoje a Igreja viva, o tema da unidade. Por muitos anos, foi erguido um muro que nos separava, como o muro de Berlim, chamado de muro da vergonha. O diabo conseguiu nos separar com tantas coisas fúteis e banais, como diferença de liturgias e costumes. Na verdade, essas coisas tão pequenas nos mantinham separados. Mas glória a Deus que o muro da vergonha caiu. Eu costumo dizer que o maior milagre que Deus está fazendo hoje na Igreja, nessa reta final, não é só cura de enfermos. É a quebra das barreiras denominacionais. Amamos nossa denominação, valorizamos nossa denominação, mas entendemos que juntos somos muito mais fortes, e descobrimos que o que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa. O que nos separa é o costume e o que nos une é a cruz de Cristo. Há uma visão tão grande de Deus nessa reta final, em relação à unidade, que até os nossos hinos e cumprimentos mudaram. Glória a Deus! Estamos levantando uma bandeira entre nós que é a bandeira do calvário. Ninguém segura a Igreja! É o sonho de Jesus se realizando, pois Jesus sonhou e disse: “Pai, quando eles forem um, o mundo saberá que tu me enviaste”. É o salmo 133 se cumprindo nos dias de hoje, porque é na unidade que “o Senhor ordena a benção e a vida para sempre”.
MIR - O que significou para o senhor poder pregar no MIR?Pastor Jabes
– Foi a realização de um sonho, porque dentro do contexto da Igreja brasileira, o MIR representa algo muito forte, nessa última década. Sempre desejei pregar aqui, e mesmo não podendo vir, por causa de uma série de compromissos, fiz o possível para estar aqui. Então, pra mim foi uma realização pessoal. Foi um sonho poder estar no MIR, e sei que foi um projeto de Deus para mim, no mundo espiritual. Pela misericórdia de Deus, presido o Conselho de Pastores do Brasil, o sinédrio da Igreja brasileira, e o Conselho de Pastores de São Paulo. E hoje o Apóstolo Renê representa uma grande ala da Igreja do Brasil, e a gente está junto no projeto de Deus, como era o povo de Israel, que tinha cada tribo, cada grupo, que se colocava ao pé do monte para ouvir Deus. Por isso, estou muito feliz e agradecido a Deus por ter ministrado aqui.
MIR - Em alguns momentos de sua ministração, o senhor disse que o MIR era uma Igreja apaixonante. Então, quais os aspectos da Igreja que mais o cativou? Pastor Jabes
– Eu tenho visto, em todo esses meus anos de ministério, muita Igreja que começa com ímpeto, com comunhão, com unidade, com paixão, e de repente vai perdendo isso. A palavra que a gente poderia colocar é que a coisa vira rotina, e em qualquer aspecto da vida, rotina é terrível. Ela mata a motivação, mata qualquer energia, qualquer força. A rotina é terrível. Mas a gente vê que esse trabalho não caiu na rotina. Ele continua sendo vibrante, apaixonante. E você cumprimenta qualquer Pastor, qualquer Apóstolo, qualquer líder, e percebe um entusiasmo impressionante. O culto é totalmente envolvente. É impossível você entrar no culto da Visão, aqui no MIR, e não querer ter vontade de pular, de se alegrar, de sorrir, e chorar. É lindo demais isso! Então, vejo que a Visão Celular é realmente de pentecostes. É a visão de Atos 2. Por essa razão, é tremendo e apaixonante estar nessa Igreja. Percebemos que o espírito está vivo e percebemos que não é trabalho de homens, mas do Espírito de Deus.
MIR - O que representa Renê Terra Nova para o Brasil?Pastor Jabes
– Em toda história da Igreja, não só no Brasil, como no mundo inteiro, Deus sempre levantou homens e mulheres que vieram impactar a geração. E sem dúvida alguma, Deus investiu em Renê Terra Nova, pelo menos em dois aspectos. Em primeiro lugar, com um privilégio. Ser Renê Terra Nova é um privilégio; um homem que é respeitado, admirado, honrado por todos, que tem uma unção maravilhosa. Isso é privilégio. Mas por outro lado, é uma responsabilidade. Ai de Renê Terra Nova se ele não for Renê Terra Nova. Então, ele tem que pesar sempre, nesse aspecto, do privilégio e da responsabilidade. E ele representa para a Igreja no Brasil uma voz profética, uma voz de defesa da verdade do Evangelho. Eu sei que o Evangelho não precisa que ninguém que o defenda. Ele defende a si próprio. Mas como representante da Igreja, acho que Deus tem dado essa função para Renê Terra Nova. É uma pessoa que tem da minha parte, e da parte da liderança da Igreja do Brasil, uma grande admiração. Ele representa uma pérola preciosa que Deus deu à Igreja brasileira.
MIR - Qual a sua visão em relação ao ressurgimento do ministério apostólico? Pastor Jabes
– Desde criança, meu pai, que era Pastor da Assembléia de Deus, me ensinou a respeitar as denominações. Cada denominação tem a sua estrutura. Mas vejo que nessa estrutura da reta final, Deus resolveu restaurar o ministério apostólico. Assim como, pode ser que amanhã Deus decida restaurar outro ministério, que talvez nem saibamos que esteja dormindo. O que é Apóstolo? Apóstolo é aquele que e enviado, Apóstolo é aquele que sai. E é exatamente do que a Igreja estava precisando, de alguém que vá, de alguém que seja implantador, que seja líder. Isso já existia, só que não estava funcionando. E eu sei que a coisa veio como resposta de Deus, de fato e de direito. Respeito muito isso, e acho que o título tem significado, desde que você viva esse título. O ministério deve existir, desde que você viva o ministério. É aí que vejo o ministério apostólico, mas infelizmente hoje está virando a moda do momento. Todo mundo quer ser Apóstolo. Não! Tem que ser Apóstolo se você for Apóstolo, aquele que tem chamada para ser Apóstolo. E toda estrutura da Igreja vive em função dessa visão, dessa paixão apostólica. Aí sim, acho interessantíssimo!
MIR - Um recado do pastor Jabes Alencar para o Brasil. Pastor Jabes
– Na verdade, o meu recado está dentro do tema deste congresso: Uma colheita além dos limites. A Dra. Edméia Williams acabou de dizer que a nossa colheita é do tamanho da nossa visão, do nosso sonho, e é uma verdade! Eu acho que Deus não coloca um sonho sem que Ele dê os meios para alcançar esses sonhos. Vamos parar de dizer que a cidade é dura! Muitas vezes, é a gente que é mole! Jesus disse: “Eu estou cuidando dos negócios do meu Pai”. Que a Igreja possa cuidar dos negócios do Pai. Avançar nessa reta final, sabendo que Aquele que prometeu é fiel para cumprir, e vai nos dar a vitória. A minha oração, e o meu desejo, é que a Igreja brasileira tome posse de tudo aquilo que foi ministrado nesse congresso, e que possamos nos preparar. O barco vai encher, mas tem barco vazio do lado, e precisamos compartilhar.

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